A hora da Meia-Noite

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"Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes. As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; no entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas. E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram. Mas, à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro! Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas. E as néscias disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando. Mas as prudentes responderam: Não, para que nãos nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o vendem e comprai-o. E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta. Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço" (Mateus 25.1-13).

Três Épocas da História da Igreja

Primeira época: a era dos apóstolos e os tempos pós-apostólicos (de Pentecostes até o início do século 3 d. C.)

Esse foi o tempo do primeiro amor, caracterizado por uma espera diária e viva pela volta de Jesus Cristo, que o Senhor descreve da seguinte maneira: "Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo" (Mt 25.1).

Na época dos apóstolos e nos primórdios da Igreja, a Palavra ainda era tão viva e eficaz entre os crentes, que eles esperavam constante e intensamente pelo Senhor e por Sua volta. Era costume na época, por exemplo, cumprimentar-se com a saudação "Maranata", que significa "Vem, nosso Senhor!"

Havia nesse tempo um movimento evangelístico, orientado pelo Senhor, indo em Sua direção como que com tochas acesas e brilhantes. Em quase todas as suas cartas, os apóstolos escreviam sobre a esperança viva da volta de Jesus, apresentando-a às igrejas como sendo possível a qualquer momento. Paulo, por exemplo, alegrou-se com a igreja de Tessalônica e confirmou para os cristãos dali: "pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura" (1 Ts 1.9-10). E a Timóteo ele fez saber: "já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda" (2 Tm 4.8).

Os quase 270 capítulos do Novo Testamento mencionam aproximadamente 300 vezes a volta do Senhor Jesus. Um comentário bíblico diz o seguinte:

Só alcançaremos o nível espiritual e a vida santificada que o Novo Testamento ensina, quando a espera pelo Senhor receber tanto espaço em nossos corações como o tinha nas igrejas dos tempos apostólicos. O Dr. Kaftan disse: "O maravilhoso poder da Igreja primitiva residia única e exclusivamente em sua esperança viva pela volta visível e pessoal de Cristo".

Uma afirmação de Pedro, que se ajusta muito bem à parábola das dez virgens, mostra quanto o tempo dos apóstolos ainda era impregnado pela expectativa da volta de Jesus: "Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração" (2 Pe 1.19). De que modo as dez virgens foram ao encontro do Senhor? Com suas candeias acesas. Isso simboliza a palavra profética, que deve ser colocada no velador. A exortação do Senhor Jesus é: "Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram" (Lc 12.35-37). De fato, a era da igreja primitiva era fortemente caracterizada pela espera pelo Senhor, como Jesus disse na parábola: "Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram e encontrar-se com o noivo".

Segunda época: Perda do primeiro amor e sono espiritual

Rapidamente o primeiro amor ao Senhor Jesus e à Sua Palavra foi se extinguindo. Assim, houve um bloqueio na espera por Sua volta, que adormeceu. Esse período é descrito em Mateus 25.5: "E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram".

Já nas cartas às igrejas transcritas no Apocalipse, o Senhor teve de dizer: "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas" (Ap 2.4-5).

Logo após a morte dos apóstolos, a luz em relação à volta de Jesus começou a se extinguir nas igrejas. Certamente ainda havia muita atividade, mas a espera ardente, o primeiro amor de uma noiva por seu noivo, começou a diminuir. A espera adormeceu.

As virgens prudentes tinham suas lâmpadas bem acesas e brilhantes – elas serviam para iluminar a chegada do noivo. Elas fizeram aquilo que Jesus havia exigido: deixaram suas luzes brilhar e esperavam por Ele. Elas firmaram-se na palavra profética e deram-lhe atenção "como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração".

Nesse contexto, creio que o Senhor estava tentando dizer à igreja de Éfeso aproximadamente o seguinte: "Você não é mais como uma virgem ou uma noiva, que vai ao encontro de seu noivo com a lâmpada acesa. Você abandonou o primeiro amor, mesmo possuindo a palavra profética. Mas de que ela serve, se você não a utiliza para iluminar seus passos para vir ao meu encontro? Por isso, arrependa-se, pois se você não o fizer, eu virei e tomarei de você o candelabro da palavra profética." E foi justamente isso que aconteceu: a luz da palavra profética quase perdeu-se completamente nos séculos subseqüentes.

"E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram." Na história da Igreja, as coisas desenrolaram-se exatamente como está descrito aqui de maneira figurada. O Senhor Jesus tardou em vir. Ele demorou para voltar. E aí o cristianismo foi tomado de sono espiritual, que fez adormecer todas as esperanças pela volta do Senhor. Os cristãos deixaram de vigiar, exatamente o que deveriam ter feito seguindo as repetidas e claras ordens de Jesus. E por saber dessa situação, Ele exortou Sua Igreja:

• "Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias" (Lc 12.35).

• "Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram" (v. 36).

• "Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã; para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo" (Mc 13.35-36).

Com o desaparecimento da espera pela volta de Jesus, foi minguando também o conhecimento sobre o assunto. É assustador observar que aproximadamente a partir do ano 300 d. C. não se acham mais menções da volta de Jesus na literatura cristã da época. Praticamente nenhum hino daquele tempo e nenhum comentário bíblico, do ano 300 d. C. até o século 18, fala da espera pela volta de Jesus para buscar Sua Igreja, para arrebatar Sua noiva. Mesmo nos tempos da Reforma existem poucos registros de referências ao arrebatamento da Igreja. O retorno à Palavra de Deus nesse tempo foi maravilhoso e havia a crença na volta de Jesus, mas apenas para o fim dos dias, no dia do Juízo Final. Todo o restante a respeito da volta do Senhor desapareceu do cristianismo. A espera pela volta de Jesus foi como que encoberta, soterrada.

Gerhard Herbst escreveu:

Nas igrejas e denominações, inclusive na hinologia, a diferença entre o arrebatamento e a volta de Jesus praticamente inexiste ou é desconsiderada. Quando se chega a falar sobre a volta de Jesus, pensa-se sempre na volta visível do Senhor sobre o monte das Oliveiras. Mas essa é a esperança de Israel e não da Igreja de Jesus... O arrebatamento da Igreja de Jesus é o próximo acontecimento para a Igreja, o próximo evento pelo qual ela deve esperar. E essa volta não está condicionada a sinais prévios.

Terceira época: Despertamento espiritual

Essa última fase tem mais ou menos 150 a 200 anos. Ela coincide praticamente com a volta dos primeiros imigrantes judeus para sua pátria. Por quê?

Essa terceira época situa-se no final do tempo da graça e é o chamado "tempo do fim". Na parábola das dez virgens esse período é descrito da seguinte maneira: "Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro! Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam suas lâmpadas" (Mt 25.6-7).

A partir do início do século 19 (e mesmo um pouco antes) o cristianismo vivenciou uma forte ação do Espírito Santo. Surgiram movimentos avivalistas, sociedades missionárias floresceram. Novos hinos foram compostos, e a volta de Jesus para o arrebatamento da Sua Igreja passou a ser novamente proclamada. Um dos pregadores dessa época foi o inglês John Nelson Darby (1800 – 1882), fundador das Igrejas dos Irmãos. A luz voltou a brilhar e resplandeceu claramente, ao ser anunciada novamente a vinda de Jesus para buscar Sua Igreja – a candeia voltou a ser colocada no velador. Mas esse movimento não se restringiu apenas à Inglaterra. Também nos Estados Unidos muitos se levantaram e começaram a publicar material falando da volta de Jesus para a Igreja e tornando esse o tema central de suas pregações.

Darby era de opinião que a Igreja tinha entrado em decadência desde o tempo dos apóstolos. Ele pretendia contribuir para um renascimento dos tempos apostólicos. Uma enciclopédia teológica diz de Darby: "Extensas viagens pela Europa ocidental, à América do Norte e à Austrália contribuíram para o ajuntamento espiritual da igreja de Filadélfia nos tempos finais, preparando-a para a volta de Jesus".

No século 19 descobriu-se novamente a diferença entre o "arrebatamento" e o "Dia do Senhor". Paralelamente surgiram muitas igrejas independentes, pois havia homens e mulheres corajosos que romperam com os sistemas eclesiásticos vigentes na época, passando a pregar a mensagem clara da iminente volta do Senhor.

Como aconteceu esse despertamento, como foi redescoberta a verdade sobre o arrebatamento? Foi como se, de repente, as pessoas acordassem de um longo e profundo sono! Certamente esse foi um chamado do Espírito Santo de Deus, que repentinamente despertou a muitos por estarmos nos aproximando da volta de Jesus! Sim, realmente nos encontramos na hora da meia-noite, quando soará o chamado do Espírito: "Eis o noivo! Saí ao seu encontro!"

Certamente não foi por acaso que, paralelamente com esse reavivamento espiritual da Igreja de Jesus, tenha se iniciado também a restauração de Israel e o repentino despertar dos judeus para retornarem à sua pátria. Esses dois movimentos são dirigidos pelo Espírito Santo. Maranata! Vem, nosso Senhor! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

A estrela de Jacó

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"Uma estrela procederá de Jacó" (Nm 24.17).

"Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã" (Ap 22.16).

Um olhar para o céu estrelado nos transmite a respeitosa convicção da existência de um grandioso mundo celestial. É a fascinação do sobrenatural: o que existe por detrás das galáxias? Não é de admirar que os homens sempre tenham tentado desvendar os segredos divinos, quer seja por meio de pesquisas científicas ou de interpretações especulativas do futuro.

E eis que surge essa estranha história de uma estrela de Natal especial, a estrela de Jacó. Se esse acontecimento não estivesse descrito na Bíblia, poderíamos considerá-lo uma história oriental inventada. Mas ele sempre nos leva a admirar a ação sábia e soberana de Deus e a ver que até os Seus inimigos têm de servi-lO. O Senhor escarnece dos que tentam colocar-se em Seu caminho, pois "Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles" (Sl 2.4).

Israel se encontrava em sua peregrinação de 40 anos pelo deserto. Seu caminho em direção à terra prometida poderia ter levado diretamente ao norte pela chamada estrada real, através da terra de Moabe. Mas Balaque, o rei moabita, queria de todas as formas impedir que Israel passasse por seu país. Ele temia o povo judeu, pois havia ouvido dizer que eles tinham um Deus poderoso. Por isso, ele não se arriscou a um confronto militar com esse povo nômade. E assim tentou impedi-lo de prosseguir com um truque oculto, mágico, mandando buscar o adivinho Balaão de Petor, na Mesopotâmia. Esse Balaão não era um homem qualquer, mas um respeitado, renomado e perigoso feiticeiro, cujas maldições tinham conseqüências fatais. E ele recebeu a incumbência de lançar mau agouro sobre o povo judeu e amaldiçoá-lo. Que tolice tentar atrapalhar o plano de Deus! O rei Balaque mandou chamar Balaão: "Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois é mais poderoso do que eu; para ver se o poderei ferir e lançar fora da terra, porque sei que a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado" (Nm 22.6). Será que nós temos tal confiança ilimitada no Deus Todo-Poderoso como esse rei pagão a tinha no adivinho que mandou chamar?

Quem se envolve com Israel deveria saber que vai lidar com esse seu Deus protetor. Isso foi experimentado, por exemplo, por Faraó, por Hamã, por Nasser e por Hitler. Arafat e seus cúmplices poderiam aprender pela História sem muito esforço. Pois a Palavra de Deus continua válida para hoje e para sempre: "...aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho" (Zc 2.8b).

Para legitimar a pretensão de Balaque, Balaão mandou erigir altares onde foram sacrificados novilhos e carneiros, e isso por três vezes em três cumes de montes diferentes. Que desprezo e desconhecimento do sacrifício legítimo, agradável a Deus! Satanás é o imitador da ação divina.

Embaixo, no fundo do vale, encontrava-se o enorme acampamento de Israel sob a mão protetora de Deus. A ordem do rei Balaque ao amaldiçoador Balaão foi bem concreta: "vem, amaldiçoa-me a Jacó, e vem, denuncia a Israel" (Nm 23.7). Balaão, chegou a sua hora! Com olhar extasiado, visionário, e voz profeticamente clara, ele anunciou: "Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete" (Nm 24.17). E acrescentou: "...Israel fará proezas. De Jacó sairá o dominador e exterminará os que restam das cidades", e: "Ai! Quem viverá, quando Deus fizer isto?" (Nm 24.18-19,23).

Que pavor! O plano de Balaque foi transformado exatamente no contrário do que ele queria. À clara luz do dia, Balaão viu profeticamente a estrela de Jacó. O mestre feiticeiro foi obrigado, contra sua própria vontade, a servir de instrumento de Deus para proclamar bênção sobre Israel ao invés de maldição, e para anunciar o plano divino de salvação! A seguir, lemos o relato objetivo e sóbrio: "Então, Balaão se levantou, e se foi, e voltou para a sua terra; e também Balaque se foi pelo seu caminho" (Nm 24.25). Dois humilhados, dois grandes transformados em pequenos, bateram em retirada depois de colidirem com a vontade de Deus!

A profecia de Balaão sobre a estrela de Jacó começa com as palavras: "Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto" (Nm 24.17). Evidentemente ele ainda não podia reconhecer sobre quem falava essa profecia, pois 1.500 anos o separavam de seu cumprimento. O mesmo também aconteceu com Agur, que chegou aos limites dos céus com suas perguntas, quando questionou: "Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?" (Pv 30.4). Isso é profecia encoberta. Pois a prova da veracidade de uma profecia é sempre unicamente o seu cumprimento. Mas o que a Bíblia diz sobre o futuro jamais estará sujeito a engano. A estrela de Jacó é uma promessa de domínio teocrático que se estende até o Milênio: "De Jacó sairá o dominador" (Nm 24.19).

No proto-evangelho (Gênesis 3.15), Ele foi prometido pelo próprio Deus: da semente da mulher viria o Salvador. E no meio do Plano de Salvação Ele realmente apareceu em figura humana: "Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" (Gl 4.4).

Depois, foi a estrela de Belém que, sob orientação divina, mostrou aos magos do Oriente o caminho até o Rei dos judeus: "Vimos sua estrela no Oriente", disseram eles ao rei Herodes. E em Belém finalmente acharam a estrela de Jacó. Eles não ficaram decepcionados por encontrarem uma criança na manjedoura. O fato de tê-la adorado prova que reconheceram a Sua glória majestosa através do Espírito de Deus. O simbolismo dos presentes: o ouro, o metal nobre mais precioso, é o presente apropriado para reis. Apocalipse 19.16 diz: "Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores." O incenso é necessário ao ministério sacerdotal. A respeito lemos em Hebreus 9.11: "veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados." A mirra é uma erva amarga, que simboliza a morte. Em 1 Coríntios 15.3 está escrito: "Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras." Se já nesses acontecimentos surpreendentes, por ocasião do nascimento de Jesus, o grandioso amor de Deus se tornou manifesto, quanto mais razão temos nós hoje em dar-Lhe o nosso amor por inteiro e nossa entrega total!

A alegria singela de uma criança ao ver a estrela de Belém, a fascinação dos cientistas ao calcularem o "encontro", ou seja, a conjunção de Júpiter e Saturno, etc., mostram: pequenos e grandes devem saber que tudo acontece conforme um plano divino exato!

Mas quem consegue explicar astronomicamente Mateus 2.9, onde está escrito: "e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino"? Não há problema: o Senhor da glória, que guiou a Israel em sua peregrinação pelo deserto com uma nuvem e uma coluna de fogo, também tinha um meio à disposição para dirigir os magos do Oriente com precisão exata ao local do nascimento de Jesus! "" profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!" (Rm 11. 33).

A estrela de Jacó é Jesus, o judeu. Apocalipse 5.5 diz: "eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos." Ele tem todo o poder no céu e na terra. Ele é a coroa de Israel. E para nós vale que "a salvação vem dos judeus", isto é, de entre os judeus. Não foi o povo judeu que nos trouxe a salvação, foi do povo judeu que nasceu o nosso Salvador. Que grande tolice é ser anti-semita! Ainda mais, trata-se de um pecado contra Deus, contra Jesus e Seu povo. Jesus não foi palestino, como afirmou Arafat. Dizendo isso, ele promoveu uma falsificação da História. Sobre Belém não brilha mais uma estrela, mas a meia-lua islâmica. Jesus foi morto na cruz. Mas nenhum poder das trevas pode obscurecer a estrela de Jacó ou apagá-la! "Eu, Jesus... Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã" (Ap 22.16). O Filho de Deus ressuscitado testemunha que brilhará de maneira a trazer salvação por toda a eternidade, para Israel e para a Igreja de Jesus. Com Jesus começou uma nova e clara manhã de graça, pois Ele disse: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida" (Jo 8.12). O Natal não é de maneira alguma o romantismo emocional que sempre nos é transmitido, mas precisa produzir continuamente em nossos corações uma separação entre luz e trevas. Se não chegarmos à luz com a escuridão de nossos corações, continuaremos a ser pecadores perdidos mesmo após o Natal. Que torrente de amor procede do coração paterno de Deus, que não nos entregou à perdição, mas quer nos levar à clara e brilhante luz de Sua graça! A Palavra nos conclama: "Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração" (2 Pe 1.19).(Burkhard Vetsch)

" Eu edificarei a minha igreja "

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Cristo nasceu "Rei dos Judeus" (Mateus 2.2), foi chamado "Rei de Israel" e "Rei dos Judeus" (Mateus 27.11; Marcos 15.2, etc.), e admitiu tanto um como outro título (João 1.49-50; 12.12-15). Não abdicou o direito ao trono de Davi, embora seu próprio povo (como fora predito pelos profetas), O "desprezasse e rejeitasse" (Isaías 53.3), e O crucificasse (Salmos 22.12-18; Isaías 53.5, 8-10; Zacarias 12.10). Os quatro evangelhos declaram que a epígrafe "O Rei dos Judeus" foi a acusação colocada na cruz (Mateus 27.37; Marcos 15.26; Lucas 23.38; João 19.19). Eis como Marcos relata a rejeição de seu Rei pelo povo de Israel e lhe reclama a crucificação: "E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que eu vos solte o rei dos judeus?... Mas estes incitaram a multidão no sentido de que lhes soltasse, de preferência, Barrabás. Mas Pilatos lhes perguntou: Que farei, então, deste a quem chamais o rei dos judeus? Eles, porém, clamavam: Crucifica-o!" (Marcos 15.9-13).

Os profetas hebreus profetizaram que Cristo ressurgiria dos mortos e que viria estabelecer o reino que jamais teria fim (1 Reis 2.45; 9.5; Isaías 9.7; 53.10; Jeremias 17.25; Daniel 2.34-35; 44-45; 7.14, etc.). Ao ressurgir dos mortos e ascender à mão direita do Pai, Cristo cumpriu somente a primeira parte das profecias, e se o restante delas deve ser cumprido (e isso tem de acontecer, pois Deus não mente), então haverá uma restauração futura do Reino de Israel, como os discípulos acreditavam (Atos 1.6), como afirmou Pedro (Atos 3.19-26) e mesmo Cristo o admitiu (Atos 1.6-7). As Escrituras predizem com freqüência o arrependimento, a redenção e a restauração de Israel (Ezequiel 39; Zacarias 12,13,14; Atos 5.31, etc.). Paulo orou pela salvação de Israel (Romanos 10.1) e declarou que "Todo o Israel será salvo" (Romanos 11.26).

Se os muçulmanos e demais nações do mundo compreendessem as profecias concernentes ao direito de Israel à sua terra, respeitando-as e honrando a Deus que lhe concedeu a terra, haveria paz no Oriente Médio e também no mundo. Mas, ao contrário disso, eles insistem no desejo de varrer Israel da face da terra, o que levará Cristo a intervir dos céus para socorrer Israel no Armagedom e destruir o anticristo, seus seguidores e seu reino. Até mesmo Israel, em sua maioria não crê que Deus lhe tenha dado a terra e está negociando-a através de uma "paz" falsa com um inimigo que jurou exterminá-lo.

Cristo edifica Sua Igreja

Sabendo que Israel O rejeitaria e O crucificaria, Cristo disse que edificaria uma nova entidade, a Igreja. A palavra "igreja" ou "igrejas" (ekklesia no grego, significa "chamados para fora"), ocorre cerca de 114 vezes no Novo Testamento. Não há no Velho Testamento palavra hebraica traduzida por "igreja". Referindo-se a Israel, as palavras mais comparáveis no hebraico são edah, mowed e qahal, cuja tradução é "assembléia" ou "congregação". Enquanto Atos 7.38 refere-se "à ‘igreja’ [congregação de Israel] no deserto", a Bíblia faz uma clara distinção entre Israel e a Igreja do Novo Testamento, constituída tanto de gentios como de judeus e que não existia antes da morte e da ressurreição de Cristo. Foi estabelecida por Ele e para Ele que, mesmo até agora, continua a edificá-la: "Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mateus 16.18).

Temos aqui uma óbvia reivindicação de Cristo de que Ele é Deus. Israel foi escolhido por Deus. Quem, então, senão Deus mesmo, poderia estabelecer uma outra congregação de crentes em acréscimo a, e distinta de Israel? A afirmação de Cristo em relação à Igreja é semelhante ao que Ele disse aos judeus "que creram nele", e tem as mesmas implicações sérias: "Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (João 8.31-32).

Os judeus devem ter ficado pasmos. Como Ele ousara dizer termos tais como: "minha palavra", "meus discípulos", ou afirmar ter poder para libertar os Seus seguidores? Não era a palavra de Deus que eles deveriam seguir, e não eram eles discípulos de Moisés? Com estas prerrogativas, não queria Ele ser maior que Moisés ou até mesmo igual a Deus? Qualquer que fosse o sentido dos termos "Seu discípulo", Ele estava, obviamente, começando algo novo.

Distinções entre Israel e a Igreja

1. A Igreja não substitui Israel

Entretanto, ninguém imaginava que este operador de milagres tivesse em vista prescindir de Israel e o substituir por uma outra entidade. Essa heresia provém do catolicismo romano, e muitos reformadores foram incapazes de se libertar dela, apesar de compreenderem claramente a salvação pela graça através da fé. A crença de que a Igreja substitui Israel continua ainda hoje entre os católicos romanos, mas também entre muitos evangélicos.

No seu início a Igreja era composta só de crentes judeus. Eles tinham dificuldade de acreditar que os gentios também podiam ser salvos por Cristo e fazer parte da Igreja, mesmo tendo os profetas do Velho Testamento feito tal afirmação (Salmos 72.11, 17; Isaías 11.10; 42.1-6; 49.6; Malaquias 1.11, etc.). Até mesmo depois de compreendido o "mistério" revelado por Paulo de "que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho" (Efésios 3.6), alguns deles tentaram sujeitar os gentios às suas leis judaicas. Na verdade, estavam erroneamente fazendo da Igreja uma extensão de Israel (Atos 15.1).

Os gentios são "separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo" (Efésios 2.12). Quando um gentio é salvo e acrescentado por Cristo como uma "pedra viva" à Igreja em construção (1 Pedro 2.5), não está sob as leis judaicas e os costumes da Antiga Aliança. E quando um judeu é salvo e acrescentado à Igreja, está livre da lei judaica ("lei do pecado e da morte") e de suas penalidades (Romanos 8.1). Tanto um como o outro, que pela fé entraram para a Igreja, estão dali em diante sob uma lei superior "a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus" (Romanos 8.2). De fato, Cristo tornou-se sua vida, expressando através deles este novo padrão de sã conduta – algo desconhecido de Israel, até mesmo de seus grandes profetas (1 Pedro 1.10-12).

2. A Igreja – Corpo de Cristo

Ninguém pode por si mesmo introduzir-se nesse templo sagrado; só Cristo poderá fazê-lo. As pedras vivas, que Ele está juntando umas às outras para formar o templo eterno, não desabam e nem se desintegram de sua estrutura. Estamos em Cristo e eternamente seguros.

A Igreja é o corpo de Cristo e por Ele é nutrida. Os crentes são chamados de ramos na videira verdadeira num fluir contínuo da vida dEle para os crentes. Cristo é a cabeça do corpo, que é, portanto, por Ele dirigido e não por um sacerdócio ou qualquer outra hierarquia de homens em sedes na terra. A sede da Igreja está nos céus. No entanto, as denominações (e demais seitas) de hoje têm as suas sedes e as suas tradições e tornaram-se em organizações, ao invés de se contentarem em fazer parte do organismo, o corpo de Cristo.

Na Igreja "não pode haver judeu nem grego [gentio]... porque todos vós sois um em Cristo" (Gálatas 3.28). Os gentios não se tornam judeus, mas judeu e gentio tornaram-se "um novo homem" (Efésios 2.15). Na cruz, Cristo "aboliu" as "ordenanças" que separavam judeu e gentio. Daí podermos afirmar com toda certeza que os gentios não têm de se submeter àquelas "ordenanças". Tentar fazê-lo é abominação e forçar algo que Deus aboliu.

3. Fé no Sacrifício de Cristo – Meio de Salvação

A carta de Paulo aos Gálatas foi escrita com o intuito de corrigir o erro de que a salvação é em parte por Cristo e em parte pelas obras. A salvação por obras é o erro de toda e qualquer seita, e o catolicismo romano desenvolveu ao máximo o seu sistema de ritual religioso e também das obras. Em todas as suas epístolas, Paulo volta ao tema de que a salvação é totalmente pela graça e nenhum pouco por obras. Nisto reside a principal diferença entre Israel e a Igreja: para o primeiro, a vida eterna seria obtida pela observância da lei, e para a Igreja, vem unicamente pela fé.

Na Antiga Aliança, a vida era oferecida ao justo que guardava a lei: "faça isto e viverá" (Deuteronômio 8.1; Lucas 10.28). Entretanto, ninguém conseguiu guardar a lei, pois todos pecaram (Romanos 3.23). Sob a Nova Aliança (disponível desde Adão), "ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça" (Romanos 4.5). Por orgulho o homem insiste em se tornar justo por si próprio – uma tarefa impossível. Paulo lamentava o fato de que, embora o seu povo Israel "tivesse zelo por Deus", todavia, "desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus" (Romanos 10.3) pela Nova Aliança. O mesmo acontece com todas as seitas. O catolicismo romano, por exemplo, tenta (através dos sacramentos, das penitências e das obras), tornar os seus membros justos o bastante para entrar nos céus. É o mesmo pecado do fariseu que se julgava justo diante de Deus, e não foi ouvido; enquanto que o publicano, reconhecendo o seu vil estado, foi justificado (Lucas 18.10-14).

Para ser salvo (com algumas exceções), ter-se-ia que pertencer a Israel, mas para pertencer à Igreja é preciso ser salvo (sem exceção). A Igreja não é um veículo de salvação. Crer que ela o seja constitui-se em erro crucial, e a maioria das seitas assim o afirma, como os mórmons e católicos romanos. Pois, para eles, é através da sua igreja que vem a salvação. Na realidade, a salvação é para os que estão fora da Igreja e só, então, poderá alguém tornar-se parte dela.

A salvação sempre foi, e ainda é, a mesma para judeus como para gentios. Mas os planos de Deus para Israel são diferentes dos para a Igreja. Os judeus (como os gentios), que crerem em Cristo antes de Sua segunda vinda (quando Ele se fizer conhecido a Israel, o qual será todo salvo), fazem parte da Igreja. Os judeus que virem a crer em Cristo quando Ele aparecer e os livrar no meio do Armagedom, continuarão na terra no reino milenar e Cristo reinará sobre eles no trono de Davi. Muitos gentios também serão salvos nessa época, mas "todo o Israel será salvo" (Romanos 11.26).

O problema da igreja da Galácia continua (em variados graus) dentro de alguns grupos denominados hebraico-cristãos ou congregações messiânicas. Há uma freqüente tendência (até mesmo entre os gentios), de se imaginar que um retorno aos costumes judaicos contribui para maior santidade. Reverencia-se tradições extra-bíblicas, como por exemplo, a cerimônia seder na páscoa, como se fossem inspiradas por Deus. Somente as Escrituras devem ser o nosso guia, a ponto de excluir as tradições humanas condenadas por Cristo (Mateus 15.1-9; Marcos 7.9-13), e também pelos apóstolos (Gálatas 1.13-14; Colossenses 2.8; 1 Pedro 1.18). Tanto dentro do catolicismo como do protestantismo, as tradições têm se desenvolvido no curso dos séculos e levado a um erro maior.

Devemos nos lembrar de que Cristo sempre pretendeu que a Igreja fosse algo novo e diferente de Israel. Ela não partilharia e nem interferiria nas promessas divinas concernentes a Seu povo aqui na terra, e tais promessas serão cumpridas no devido tempo. As ordenanças religiosas feitas a Israel seriam também separadas da Igreja. Aqui, novamente as seitas se desviaram.

O mormonismo, por exemplo, alega ter tanto o sacerdócio araônico como o de Melquisedeque. O catolicismo romano, por sua vez, advoga ter um sacerdócio sacrificial em que Cristo continua a ser oferecido como sacrifício no altar. Na Igreja, ao contrário disso, cada crente é um sacerdote (1 Pedro 2.9), e os sacrifícios oferecidos são "sempre sacrifícios de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome" e "a prática do bem" (Hebreus 13.15-16).

Na verdade, não há mais qualquer sacrifício propiciatório a ser oferecido para o perdão dos pecados. Isto foi possibilitado à Igreja pelo sacrifício único de Cristo na cruz; o qual não mais se repete porque Ele pagou por completo a penalidade que a justiça de Deus exigia, e isto foi possível por ser Deus "justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus" (Romanos 3.26). Conseqüentemente, "já não há oferta pelo pecado" (Hebreus 10.18).

Israel rompeu a aliança que Deus tinha feito com ele, demonstrando assim que "ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado" (Romanos 3.20). Seu sistema de sacrifício não podia remover pecados, mas apontava para o único "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1.29), e predizia o estabelecimento de "uma nova aliança" com Israel (Jeremias 31.31). O sacrifício de animais abria o caminho para o sumo sacerdote judeu no santuário terreno e este santuário foi feito conforme o modelo da realidade celestial (Hebreus 9.1-10). Quando Cristo morreu na cruz, "o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo" (Marcos 15.38), pondo fim ao sacrifício de animais. Agora temos "Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus" (Hebreus 4.14), que, "pelo seu próprio sangue... [obteve] eterna redenção" (Hebreus 9.12,24).

4. As promessas a Israel diferem das promessas para a Igreja

Israel recebeu a terra (Gênesis 12.1; 13.15; 15.18-21; 17.7-8; 26.3-4; 28.13-14; Levítico 20.24; 25.23, etc.), à qual seu destino está ligado e jamais deixará de existir (Jeremias 31.35-40). Numerosas profecias prometem a Israel a restauração na sua terra, com o Messias reinando no trono de Davi por ocasião de Sua volta (2 Samuel 7.10-16; 1 Reis 9.5; Isaías 9.6-7; Ezequiel 34.23-24; 37.24-25; Lucas 1.31-33, etc.). É clara a promessa de que Deus derramará do Seu Espírito sobre o Seu povo escolhido que, depois disso, jamais manchará novamente o Seu santo nome, e Ele não mais esconderá de Israel o Seu rosto (Ezequiel 39.7; 22, 27-29; Zacarias 8.13-14).

Israel deve permanecer para sempre (Jeremias 31.35-38), caso contrário as profecias bíblicas e as promessas de Cristo não se cumpririam. Cristo faz menção da existência das cidades de Israel ainda por ocasião de Sua segunda vinda (Mateus 10.23), o que prova que a Igreja não substituiu Israel. Além dessas provas, uma outra (ainda que desnecessária), é que Cristo prometeu aos Seus discípulos que eles reinariam com Ele sobre Israel no Seu reino milenar (Mateus 19.28; Lucas 23.30). A Igreja não pode cumprir as profecias que foram feitas a Israel; ela nunca pertenceu a uma terra específica de onde tenha sido deportada ou para a qual tenha retornado. Ao contrário, a Igreja é formada "de toda tribo, língua, povo e nação" (Apocalipse 5.9). A sua esperança é ser arrebatada ao céu (João 14.3; 1 Tessalonicenses 4.16-17; etc.), onde estaremos diante do "tribunal de Cristo" (Romanos 14.10; 2 Coríntios 5.10) e então, desposados com o nosso Senhor (Apocalipse 19.7-9), estaremos eternamente com Ele (João 14.3; 1 Tessalonicenses 4.17).

Sendo assim, em amor para com o Noivo e desejosos de vê-lO face a face, menos ocupados com as coisas terrenas, não seguindo homens ou organizações, vivamos para a eternidade. Pela fé, agradeçamos a Cristo, permitindo-Lhe, como Cabeça da Igreja, alimentar-nos, suster-nos, dirigir-nos e viver a Sua vida através de nós para a Sua glória. (Dave Hunt, TBC 12/97 – traduzido por David Oliveira Silva)

Jesus no Antigo Testamento

13:00 / Postado por Diogo Mota / comentários (0)




Em João 1.1-4 e 14 lemos a respeito dEle: "No princípio era o Verbo (a Palavra), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai." Por isso encontramos o Filho de Deus já no Antigo Testamento:
Jesus em cada livro do Antigo Testamento

Em Gênesis, Ele é chamado de "semente da mulher".

Em Êxodo, Ele é o cordeiro pascal.

Em Levítico, Ele é apresentado como sumo sacerdote.

Em Números, Ele é a coluna de nuvem de dia e a coluna de fogo à noite.

Em Deuteronômio, Moisés fala dEle como sendo profeta.

Em Josué, Ele é o líder da nossa salvação.

Em Juízes, Ele aparece como nosso juiz e legislador.

Em Rute, Ele é resgatador.

Em 1 e 2 Samuel vemos a Jesus como nosso verdadeiro profeta.

Em Reis e Crônicas, Ele é o nosso Senhor Soberano.

Em Esdras, Ele aparece como o homem que restaura os muros caídos de nossa existência humana.

Em Neemias, vemos o Senhor como nossa força.

Em Ester, Ele é o nosso Mordecai.

Em Jó, Ele é chamado de nosso Salvador eternamente vivo.

Nos Salmos, Ele é nosso bom pastor.

Em Provérbios e Eclesiastes, Ele brilha como nossa sabedoria.

Em Cantares, Ele é o noivo que nos ama.

Em Isaías, Ele é chamado de "Príncipe da paz".

Em Jeremias, Ele aparece como o "renovo de justiça".

Em Lamentações, Ele é nosso profeta que chora.

Em Ezequiel, Ele nos é apresentado como o homem maravilhoso "com quatro rostos".

Em Daniel, Ele é o quarto homem na fornalha ardente.

Em Oséias, Ele aparece como o marido fiel, que é casado com uma infiel (Israel).

Em Joel, Ele é o que batiza com o Espírito Santo e com fogo.

Em Amós vemos Jesus como aquele que carrega nossos fardos.

Em Obadias, Ele é poderoso para salvar.

Em Jonas, Ele está diante de nós como o grande missionário para os gentios.

Em Miquéias, Ele é o Deus encarnado (Mq 5.1).

Em Naum, Ele é mencionado como o juiz escolhido por Deus.

Em Habacuque, Ele é o evangelista de Deus que clama: "Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos" (Hc 3.2).

Em Sofonias, Ele se manifesta como nosso Salvador.

Em Ageu, Ele é o restaurador da herança de Deus perdida.

Em Zacarias, Ele é apresentado como a fonte aberta da casa de Davi que purifica os pecados e as impurezas.

Em Malaquias, Ele se mostra como o "sol da justiça" com a "salvação nas suas asas" (Ml 4.2).

Por Diogo Mota,
http://www.clamandoporumavivamento.blospot.com

Seduzidos pela " Feitiçaria chíque "

12:56 / Postado por Diogo Mota / comentários (0)




"Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus" (3 João 11).

Fiquei sabendo de uma festa de aniversário de uma pré-adolescente, filha de um grã-fino da alta sociedade inglesa, em que o tema foi "a feitiçaria". "Chique, não é mesmo?", sentenciavam alguns convidados.

Fiquei curioso e li mais sobre a matéria: muitos estavam fantasiados de personagens de vários seriados de TV, que defendem a bruxaria, outros de monstros e, claro, de Harry Potter e sua turma. Era tudo em um estilo elegante e havia até "zumbis". Não, não, a festa não ocorreu em uma santería cubana, nem em um terreiro de candomblé brasileiro e, tampouco, em uma casa de vodu haitiano. Esse fetichismo infantil foi realizado em uma casa luxuosa em Londres, com direito até a manobrista à porta para estacionar os carrões dos figurões que traziam seus filhos.

Hoje em dia, os feiticeiros estão presentes em inúmeros lugares: fantasiados nas ladeiras da cidade de Olinda durante o carnaval, nas telinhas das TVs e nos protestos globalizados pela paz mundial. Eles estão lá... muitas vezes tímidos freqüentadores de covens (grupos de pessoas que estudam e praticam a bruxaria) em sítios distantes dos centros urbanos. Outras vezes, exibidos e provocando aqueles que passam ao largo (com a mesma desenvoltura das prostitutas do "Bairro da Luz Vermelha", em Amsterdã).

A visibilidade deles se traduz como um novo status social – o da "feitiçaria chique"!

Em nossos dias, fetiches marcam culturalmente a identidade dos nossos adolescentes, mas afetam também suas vidas espirituais em pelo menos dois aspectos:
1. Familiarizando-se com o paganismo

Nossos adolescentes passaram a ser indiretamente apresentados ao ocultismo. Por exemplo, no livro e no filme Harry Potter e A Pedra Filosofal, aparece um cachorrão de três cabeças chamado "Fofo", que protege a entrada de uma câmara onde está contida a pedra filosofal. Qualquer um pode até presentear crianças com esse "Fofo" – ele está à venda, em pelúcia, em várias lojas nos shopping centers. As crianças podem levá-lo para casa e até dormir com ele nas suas próprias camas.

Coincidência ou não, na mitologia grega somos apresentados a "Cerberus", também um cachorrão de três cabeças que protege a entrada do Hades. Ambos, "Fofo" e "Cerberus", ficam calmos ao som de música. Nossos adolescentes, quando estudarem sobre "Cerberus", na mitologia grega, vão se lembrar do "Fofo" de Harry Potter. "Cerberus", porém, mata pessoas e não é, de forma alguma, uma criatura agradável. Chique? Claro que não. Tenebroso? Sim senhor!

A Bíblia nos adverte sobre o perigo de confundir o que é reto e luminoso com o que é perverso e escuro: "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!" (Isaías 5.20).

2. Criando fantasias pagãs no imaginário das adolescentes




A cultura adolescente está sendo bombardeada pela bruxaria. Antes mesmo de surgir Harry Potter, elas já podiam assistir o filme Jovens Bruxas (1996). Ele tratava de jovens bruxas colegiais que acabam brigando entre si – é a "boa" contra a "má" bruxaria. Segundo a Bíblia, porém, bruxaria é sempre bruxaria, independente de ser "boa" ou "má", e é algo que devemos evitar.

Se a adolescente possui televisão a cabo, aí mesmo é que ela pode ser influenciada ou iniciada diariamente na feitiçaria e no modo de vida da wicca (nome moderno da bruxaria). Há vários seriados onde as heroínas são bruxas adolescentes bonitas e agradáveis: Sabrina, Aprendiz de Feiticeira; Charmed; Buffy, a Caça-Vampiros, entre outros.

"Ser bruxa é chique e legal", fantasiam nossas adolescentes após assistirem tais seriados. Muitas vezes querem imitá-las, procuram mudar de identidade para serem mais aceitas pela sua turma, entusiasmam-se e passam a ler mais e a estudar com afinco sobre a wicca. Ninguém precisa mais caçar bruxas, elas estão na nossa vizinhança e, às vezes, na nossa própria família. Muitas crianças estão cegas e sendo iniciadas prematuramente no paganismo através de filmes, jogos, modas, TV, internet e muitos livros de incentivo à bruxaria.
Conclusão

Satanás é um vampiro da psique humana. Ele nos seduz, ilude e depois mata. Na Bíblia Sagrada, feitiçaria é uma espiritualidade associada às obras da carne e jamais à vida no Espírito. Lemos: "não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam" (Gálatas 5.20-21).

Portanto, é das mentes dos nossos adolescentes que o inimigo quer se apossar. O Diabo quer desestabilizar a lucidez espiritual dos nossos jovens e plantar nas mentes mais frágeis o interesse, ainda que aparentemente ingênuo, pela "chiquérrima" espiritualidade wiccana.

Assim sendo, cientes de que nossos filhos podem estar sendo indiretamente aprendizes de feiticeiros e que estamos vendo uma nova geração de cananeus chiques surgindo no planeta, não temos tempo a perder!

Inculquemos nas nossas mentes e nas dos nossos filhos o amor genuíno por Deus e, "finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe os vosso pensamento" (Filipenses 4.8).(Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa - http://www.chamada.com.br)

Moisés viu ou não viu a Deus??

12:51 / Postado por Diogo Mota / comentários (0)




Pergunta: "Hoje pela manhã lemos Êxodo 33.11 no devocional diário: "Falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo; então, voltava Moisés para o arraial, porém o moço Josué, seu servidor, filho de Num, não se apartava da tenda." Mais adiante, porém, no versículo 20 do mesmo capítulo, Deus teria dito: "Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá." Como se deve entender essa aparente contradição? Pois Moisés não morreu quando ficou "face a face"com Deus."

Resposta: O fato do Senhor ter falado face a face com Moisés, como está escrito no versículo 11 de Êxodo 33, está confirmado em Números 12.8 e Deutoronômio 34.10. Existem comentaristas bíblicos que entendem a expressão "face a face" como uma expressão figurada, exprimindo amizade e franqueza. Assim, sua pergunta seria facilmente respondida. Mas nós pensamos que essa é mais que uma expressão figurada, porque o Senhor, por exemplo, apareceu outras vezes: a Abraão (compare Gn 12.7; 17.1; 18.1), a Isaque (Gn 26.2) e a Jacó (Gn 35.9). Em relação a Moisés também está escrito em outra passagem que o Senhor lhe apareceu (Êx 3.16).

Portanto, será que existe de fato uma contradição quanto à afirmação: "Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá" (Êx 33.20)? Não, pois Deus não se contradiz; Ele não é homem para que minta. Na Bíblia Anotada por Scofield (p. 22) temos a seguinte explicação sobre esses aparecimentos de Deus: "Teofanias são aparecimentos preencarnados do Deus Filho, em forma angélica ou humana, através de manifestações de glória (Ez 1), ou de maneira não descrita (Gn 17.1)". Mas Deus, o Pai, o Criador do céu e da terra, nunca pode ser visto por uma pessoa face a face. Somente em Jesus Cristo, Deus assumiu a forma humana e ao mesmo tempo revelou a Sua natureza interior, que é amor: "a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra de reconciliação" (2 Co 5.19). Por isso está escrito em João 1.18: "Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou." (Elsbeth Vetsch)

2012 Fim do Mundo ??

12:47 / Postado por Diogo Mota / comentários (0)




Sem dúvida, o homem moderno tem muito conhecimento e um horizonte amplo. Por exemplo, sabemos da fragilidade de nosso pequeno planeta e como ele gira no espaço... Preocupamo-nos com a poluição ambiental e com maneiras de evitar doenças. Mesmo assim, sentimo-nos ameaçados e temos medo daquilo que nos parece sinistro ou obscuro, de grandes mudanças e surpresas negativas. Tememos ser atropelados pelos acontecimentos...

Será que em 2012 devemos esperar por uma acúmulo de catástrofes inimagináveis? Terremotos, mega-erupções solares, tsunamis, tornados, impactos de meteoros, uma colisão com o misterioso planeta Nibiru, deslocamento dos polos magnéticos terrestres... Haverá constelações extraordinárias e alinhamentos de planetas fora do comum quando nosso sistema solar cruzar o “Equador galáctico”, liberando muita energia cósmica? Haverá um colapso do tempo? Uma nova e superior esfera de consciência? Ou: será que as experiências do acelerador de partículas de Genebra provocarão um buraco negro em 2012, desencadeando o fim do mundo e tragando as pessoas para o abismo?

Esse medo coletivo latente é usado e abusado pelos cineastas, autores e repórteres: fala-se do malfadado calendário maia com seus 13 ciclos Baktun e de antigos hieróglifos egípcios, de oráculos romanos e de visões de pajés dos habitantes primitivos dos Estados Unidos como os Hopi e Cherokee, o antiquíssimo i-ching chinês entra em pauta juntamente com misteriosos desenhos rupestres... Nostradamus obviamente não pode faltar, como também não pode faltar uma pitada de profecia “bíblica” dos profetas Ezequiel e Zacarias, misturada com visões apocalípticas. Para completar, os que amam teorias conspiratórias (lamentavelmente, inclusive cristãos) esquentam o clima com suas idéias de dominação mundial e com especulações sobre os tempos finais (veja Jeremias 10.2). Infelizmente, com suas explicações aleatórias e arbitrárias eles difamam e diluem a seriedade e a veracidade da profecia bíblica!

Mas a Bíblia, hoje propagada e disponível no mundo todo, fornece informações claras e precisas. É ali, na própria Bíblia, que encontramos os verdadeiros guardiões da revelação divina. Ela é a única fonte de informação e orientação digna de confiança (veja 2 Pedro 1.19-21).

As profecias bíblicas não nos deixam na mão. Elas são bem mais do que um anúncio prévio de coisas que irão acontecer ou a proclamação de juízos apocalípticos. O mais importante que a Bíblia tem a dizer sobre o futuro é anunciar a volta de Jesus, o Rei do Universo. Na Sua primeira vinda Ele veio como Salvador de cada um de nós e pagou o preço dessa salvação com Sua própria vida. Agora Ele espera pacientemente pela resposta das pessoas. Mas apenas até que o prazo esteja esgotado! “Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória” (Lc 21.27).

Desde o nascimento de Jesus muitos povos outrora grandes e poderosos já desapareceram – restaram apenas as sombras de sua glória passada em museus e ruínas como as pirâmides egípcias, o Coliseu romano, a Acrópole grega, Machu Pichu no Peru ou os restos de templos maias no México. Entre esses povos havia somente superstição e idolatria. Mas a Bíblia fala do centro verdadeiro e legítimo de nossa adoração, que é igualmente Aquele que dá sentido à nossa existência pessoal: Jesus Cristo!

Quando Ele vier, será como terrível Juiz para você? Ou como o tão esperado Salvador? Vivemos em um mundo maduro para o juízo. Se o Deus da Bíblia existe de fato, então as coisas não poderão continuar assim por muito tempo. Mas será que não há mais esperança? A situação do mundo é sem saída?

Jesus Cristo veio para morrer pelos seus pecados. Ele ressuscitou dentre os mortos para garantir sua salvação. A Bíblia conclama homens e mulheres a darem meia-volta, da desobediência para a obediência a Deus, e promete perdão dos pecados a todo aquele que crer nEle (veja 2 Crônicas 7.13-14).

Um dia haverá, sim, um acúmulo de catástrofes inimagináveis; porém, não será o fim do mundo mas as “dores de parto” prenunciando a volta do Messias, Jesus (Lucas 21.25-26). “Vede que ninguém vos engane! Vigiai!” (Mateus 24.4; Marcos 13.5,37). Quando Cristo voltar, Ele virá para você como Salvador ou como Juiz? (Reinhold Federolf - http://www.chamada.com.br)

A VERDADEIRA ESSÊNCIA DO SALMO 23

12:44 / Postado por Diogo Mota / comentários (2)




O Salmo 23 é, certamente, o preferido de toda a Cristandade, porque aclamado como o mais belo de todos os Salmos.

Incontáveis são as residências, os estabelecimentos comerciais, os hospitais, as escolas, os veículos e até mesmo os jazigos, que ostentam ao menos um Versículo deste Salmo.

O autor desta preciosidade é Davi, o mais célebre rei de Israel, que antes de se tornar rei era um desvelado e destemido pastor de ovelhas.

Quem ler o texto do Primeiro Livro de Samuel 17:34-36, convencer-se-á de que o salmista e rei Davi era mesmo digno de possuir o título de Pastor, tanto natural quanto espiritualmente, na verdadeira acepção da palavra, o que o coloca, portanto, em total oposição aos pastores descritos em Jeremias 23:1-4, que inclui, também, os hodiernos. Sobre ele, Deus diz: "Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração." (1Sm.13:14; At.13:22)

A beleza e a magnitude do Salmo 23 são mesmo de encher os olhos e a alma; porém, a má interpretação por parte de algumas pessoas tem, lamentavelmente, causado o desvio da verdadeira essência deste Salmo para outras áreas da vida, mormente a área da prosperidade física e material.

Não são poucas as pessoas que interpretam incorretamente o termo "NADA ME FALTARÁ"; e, quando lhes falta alguma coisa, pensam logo que não têm fé, ou que estão em pecado, ou que o Senhor não as ama.

Objetivando dissipar os equívocos dessas pessoas, passo agora, sob o influxo do Espírito Santo, a demonstrar a salutar exegese do Salmo 23:

VERSÍCULO 1: O SENHOR É O MEU PASTOR; NADA ME FALTARÁ.

O que Davi tinha em mente ao escrever "NADA ME FALTARÁ"? Tendo o Senhor como nosso Pastor, porventura não nos faltará nada? Estaremos permanentemente abastados? Imunes aos problemas da vida? Livres de todas as mazelas? Incólumes de quaisquer perigos?

A Bíblia Sagrada, por ser um Livro perfeito mostra-nos, para nosso consolo, os grandes e destacados servos de Deus enfrentando, como nós hoje inevitavelmente enfrentamos, os mais diversos problemas, de ordem física e financeira.

Contrariando os ensinos dos mentores da cognominada corrente da prosperidade, amantes da antibíblica doutrina do "pare de sofrer", que não aceitam, em hipótese alguma, crentes evangélicos pobres e enfermos, e por isso apresentam aos incautos os seus mirabolantes programas de "cura e libertação" e "corrente da prosperidade", faço a necessária descrição dos servos de Deus que eram pobres e que padeciam de enfermidades, bem como os imprescindíveis ensinos do Senhor Jesus Cristo e dos escritores bíblicos:

Jacó (Israel) adoeceu (Gn.48:1); Rute, a bisavó de Davi, colhia espigas deixadas pelos segadores, ato reservado aos pobres (Lv.19:9,10; Rt.2:2,3); a viúva de Sarepta passava por dificuldades extremas (1Rs.17:10-12); o rei Asa caiu mui gravemente doente dos pés (2Cr.16:12); o Profeta Eliseu esteve doente até a morte (2Rs.13:14); o rei Ezequias ficou doente, à morte, e teve que tomar remédio para sarar (2Rs.20:1,7); o rei Uzias foi acometido por uma lepra, e assim permaneceu até o dia da sua morte (2Cr.26:21); João Batista morava no deserto, comia gafanhotos e não se vestia elegantemente (Mt.3:4; 11:8-10); a viúva pobre, publicamente elogiada por Jesus, tinha recursos financeiros ínfimos (Mc.12:42-44); os justos José e Maria, pais de Jesus, deram as ofertas mais humildes, cabíveis somente aos pobres (Lv.12:8; Lc.2:24); Lázaro, a quem Jesus amava (Jo.11:5), enfermou-se (Jo.11:1-6); o Apóstolo Pedro, que também era Pastor (Jo.21:15-17; 1Pd.5:1,2), não tinha prata nem ouro (At.3:6), como muitos pastores hoje têm; o Apóstolo Paulo sofreu muitos perigos (2Co.11:26), passou falta das coisas, passou fome e padeceu necessidade (Fl.4:12), e provavelmente tinha alguma enfermidade (2Co.12:7; Gl.4:13,14; 6:11), e sua riqueza atingia a monta de uma capa, livros e pergaminhos (2Tm.4:13), e por isso nos doutrina: "tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes." (1Tm.6:8), e "o amor ao dinheiro é raiz de todos os males;" (id.6:10); o discípulo Timóteo foi aconselhado por Paulo a usar um pouco de vinho, por causa da sua enfermidade de estômago (1Tm.5:23); Paulo deixou o crente Trófimo doente em Mileto (2Tm.4:20)...

Então, para os adeptos da doutrina da prosperidade material desenfreada, essas pessoas, aqui mencionadas, não eram crentes, porque, ou eram pobres ou eram doentes, o que contraria frontalmente os ditames da cartilha da corrente da prosperidade, por eles adotada e amada como a coisa mais excelsa desta vida. Não sabem eles que os crentes pobres e humildes, e que hoje choram, é que são por Jesus chamados de "Bem-Aventurados" (Mt.5:3,4).

E o Senhor Jesus ensina-nos: "No mundo TEREIS TRIBULAÇÕES;" (Jo.16:33); "os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos POBRES é anunciado o Evangelho." (Mt.11:5); "O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar Boas Novas aos POBRES;" (Lc.4:18); "Então, levantando Ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os POBRES, porque vosso é o Reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora CHORAIS, porque haveis de rir." (Lc.6:20,21)

O Apóstolo Pedro também nos ensina: "na qual exultais, ainda que agora por um pouco de tempo, sendo necessário, estejais contristados por VÁRIAS PROVAÇÕES," (1Pd.1:6)

E igualmente o Apóstolo Paulo: "Confirmando as almas dos discípulos, exortando-os a perseverarem na fé, dizendo que POR MUITAS TRIBULAÇÕES NOS É NECESSÁRIO ENTRAR NO REINO DE DEUS." (At.14:22); "alegrai-vos na esperança, sede pacientes na TRIBULAÇÃO, perseverai na oração; acudi aos SANTOS NAS SUAS NECESSIDADES, exercei a hospitalidade." (Rm.12:13); "pois vos foi concedido, por amor de Cristo, não somente o crer nEle, mas também o PADECER por Ele." (Fl.1:29); "Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão TEMPOS PENOSOS;" (2Tm.3:1)

E Tiago conclui: "Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o PASSARDES POR VÁRIAS PROVAÇÕES (...) Mas o IRMÃO DE CONDIÇÃO HUMILDE glorie-se na sua exaltação, e o rico no seu abatimento; porque ele passará como a flor da erva." (Tg.1:2,9,10)

Muito antes deles, Davi também discorreu sobre o pobre: "Bem-aventurado é aquele que considera o POBRE; o Senhor o livrará no dia do mal." (Sl.41:1)

Quanto aos ricos, que são o alvo maior das pessoas sequiosas por bens terrenos, o Senhor Jesus Cristo e o escritor Tiago ensinam-nos o que finalmente lhes acontecerá, em Mc.10:25 e Tg.5:1-6.

Sim, o crente em Jesus Cristo está sujeito às funestas fases desta vida; contudo, ele se exultará sempre no Senhor seu Deus, como exultou o Profeta Habacuque: "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha Salvação." (Ha.3:17,18), porque ele tem no coração este ensino de Jesus: "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua Justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas." (Mt.6:33); e, tendo na mente este ensino, o crente aprende a lançar sobre Deus toda a sua ansiedade, sabendo que Ele cuida de nós (1Pd.5:7).

E, assim, ora passando por dificuldade, ora por bonança, o crente em Jesus Cristo poderá finalmente dizer, como Paulo: "Posso todas as coisas naquele que me fortalece." (Fl.4:13)

Considerando os textos supracitados, podemos agora entender que Davi, nem de longe e infinita distância está ensinando que o "NADA ME FALTARÁ", diz respeito às nossas necessidades materiais cotidianas.

O Salmista quer nos transmitir algo muito mais rico, mais profundo e mais sublime do que meros gozos seculares!

Ao principiar o Salmo, dizendo: "O SENHOR É O MEU PASTOR; NADA ME FALTARÁ.", Davi ensina-nos, nos outros cinco Versículos, o que realmente NÃO NOS FALTARÁ.

VERSÍCULO 2: DEITAR-ME FAZ EM PASTOS VERDEJANTES; GUIA-ME MANSAMENTE A ÁGUAS TRANQUILAS.

Eu, particularmente, tenho como felicidade plena em minha vida o Senhor como meu Pastor; porque Ele, o Senhor Jesus Cristo, o meu Pastor e Bispo (1Pd.2:25), o meu Bom Pastor (Jo.10:14), o meu Grande Pastor (Hb.13:20), o meu Sumo Pastor (1Pd.5:4), deitar-me faz em verdes pastos, e guia-me mansamente a águas tranquilas.

Assim sendo, o Senhor é o meu Pastor; não me faltará a TRANQUILIDADE, a PAZ.

VERSÍCULO 3: REFRIGERA A MINHA ALMA; GUIA-ME NAS VEREDAS DA JUSTIÇA POR AMOR DO SEU NOME.

Ao escrever este Salmo Davi demonstrou ser, além de pastor, escritor e rei, um lídimo psiquiatra, pois este Salmo é uma verdadeira prescrição médica para a mente doente e anelante de cura. Quando o Senhor refrigera a nossa alma, após a nossa entrega total aos seus cuidados, Ele está simplesmente apagando os nossos pecados, que são a causa da nossa infelicidade: "de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor," (At.3:19)

Ao guiar-me mansamente a águas tranquilas (v.2), águas que refrigeram a minha alma, após me ter feito deitar em pastos verdejantes, para o meu completo repouso, o Senhor continua me guiando, desta vez nas Veredas da Justiça; e isto Ele faz não por causa de mérito algum meu, mas por amor do seu Nome.

O Senhor me fará Justiça sempre, porque Ele é o meu Justo Juiz (2Tm.4:8).

Então, o Senhor é o meu Pastor; não me faltará a JUSTIÇA.

VERSÍCULO 4: AINDA QUE EU ANDE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NÃO TEMEREI MAL ALGUM, PORQUE TU ESTÁS COMIGO; A TUA VARA E O TEU CAJADO ME CONSOLAM.

Consolar é confortar, é aliviar o padecimento de alguém.

Quando uma pessoa está literalmente andando, atravessando o vale da sombra da morte, não há nada melhor do que receber, nesse instante sombrio, o consolo, o conforto, o lenitivo para a borrasca travessia.

Jesus mesmo prometeu-nos a Bem-Aventurança do Consolo (Mt.5:4).

Por conseguinte, o Senhor é o meu Pastor; Ele está sempre comigo, a sua vara e o seu cajado dão-me segurança plena, e por isso não me faltará o CONSOLO.

VERSÍCULO 5: PREPARAS UMA MESA PERANTE MIM NA PRESENÇA DOS MEUS INIMIGOS; UNGES COM ÓLEO A MINHA CABEÇA, O MEU CÁLICE TRASBORDA.

Diante dos nossos inimigos, nós só queremos uma coisa nesta vida: a Vitória!

A inimizade é uma malquerença desditosa, que produz situações desastrosas em todos os que a cultivam. E o pior inimigo é aquele que não mostra a sua cara, é aquele que age contra nós às ocultas. É, de todos os inimigos covardes, o mais covarde, o mais cruel!

Quando o Salmista pediu ao Senhor para preparar-lhe uma mesa, na presença dos seus inimigos, ele estava simplesmente pedindo a Vitória sobre os mesmos. E Vitória é o ato ou efeito de vencer o inimigo ou competidor; é o triunfo sobre aquilo que consideramos como mal. E as melhores armas para vencermos nossos inimigos são estas, ensinadas pelas Escrituras Sagradas, em: Ex.23:4,5; Lv.19:18; Dt.22:1-4; Pv.25:21,22; Mt.5:39,44; Lc.6:27-29,35; 23:34; At.7:59,60; Rm.12:14,17,19-21; Gl.6:10; e 1Ts.5:15.

Neste mundo tenebroso, mundo que jaz no maligno (1Jo.5:19), somos cercados por indesejáveis inimigos, mas não devemos nos preocupar "porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1Jo.5:4)

Portanto, o Senhor é o meu Pastor; não me faltará a VITÓRIA.

VERSÍCULO 6: CERTAMENTE QUE A BONDADE E A MISERICÓRDIA ME SEGUIRÃO TODOS OS DIAS DA MINHA VIDA, E HABITAREI NA CASA DO SENHOR POR LONGOS DIAS.

Se contemplar ao Senhor já é algo indescritível, habitar na Casa do Senhor, ou seja, habitar com Ele, e por longos dias, por tempos infindos, é simplesmente glorioso e inefável.

No Salmo 15, também escrito por Davi, ele pergunta: "Quem, Senhor, habitará na tua tenda? quem morará no teu santo monte?" (v.1)

Gozar a Vida Eterna com Deus é o máximo que uma pessoa pode e deve anelar nesta vida.

Ao longo das Escrituras Sagradas, a Vida Eterna é o magno assunto tratado por Deus, com todo o desvelo e amor que Ele tem pelo homem, sua criatura amada: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna." (Jo.3:16).

E podemos ter realmente a certeza da Salvação Eterna, porque a Palavra de Deus nos garante que nada e ninguém, mas nada e ninguém mesmo "nos separará do Amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." (Rm.8:31-39)

Davi diz, neste Versículo: "CERTAMENTE que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida." E CERTAMENTE, aqui, não é um "talvez", um "quem sabe", um "sei lá", um "pode ser"... É CERTEZA ABSOLUTA!

E certeza é ausência total e completa de dúvidas.

E o que me certifica a Vida Eterna, o que me faz HABITAR NA CASA DO SENHOR POR LONGOS DIAS, não é a minha "bondade": "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, NÃO HABITA BEM ALGUM;" (Rm.7:18); também não são as minhas "boas obras": "NÃO VEM DAS OBRAS, para que ninguém se glorie;" (Ef.2:9); igualmente, não é a minha "justiça": "Pois todos nós somos como o imundo, E TODAS AS NOSSAS JUSTIÇAS COMO O TRAPO DA IMUNDÍCIA;" (Is.64:6); tampouco é a minha "misericórdia", porque, em vez de misericórdia eu tenho mesmo é MISÉRIA, por isso sou devidamente considerado um MISERÁVEL: "MISERÁVEL homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm.7:24).

Então, a Bondade e a Misericórdia do Bom Pastor me seguirão todos os dias da minha vida, pois só o Senhor Deus é Bom (Sl.73:1; Mc.10:18) e Misericordioso (Ne.9:17,19,31; Lm.3:22,23), e só Ele, por sua Graça, me concede a Vida Eterna (At.15:11, Ef.2:8).

Finalmente eu posso dizer, afirmar e exultar-me: O Senhor é o meu Pastor; não me faltará CERTEZA DE VIDA ETERNA!

Que o Senhor Deus nos abençoe com a verdadeira essência deste belíssimo e incomparável Salmo!

Lázaro Justo Jacinto

Pausa para Riso – Software Teológico – tente não rir kk

12:37 / Postado por Diogo Mota / comentários (0)



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